Dos mais de 50 mil casos confirmados de Febre Chikungunya registrados no Ceará no primeiro semestre deste ano, mais da metade (33.350, ou 67%) se concentrou em uma faixa etária que vai dos 20 aos 59 anos.
As mulheres são as mais atingidas em todas as faixas etárias a partir de 14 anos. As mais atingidas são aquelas que têm entre 30 e 39 anos. Os dados são do boletim epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa).
O infectologista Anastácio Queiroz esclarece não haver indícios científicos sobre por que elas são mais vulneráveis à doença. Em entrevista à rádio Tribuna Bandnews, ele diz ser preciso estudar melhor o que causa essa maior incidência.
“É preciso que nós investiguemos de maneira mais detalhada para responder isso. Será que as mulheres vão mais aos postos [de saúde]? E, aí, evidentemente, será que as mulheres voltam para fazer os testes? Nós não sabemos”.Os números da Sesa ainda apontam que mais de 80% dos municípios cearenses registraram chikungunya em 2017. A doença já causou a morte de 43 pessoas no Estado — 33 somente em Fortaleza. Atualmente, o Ceará registra uma incidência de 1.051 casos de chikungunya por 100 mil habitantes.
A expectativa, no entanto, é de que o segundo semestre deste ano evidencie uma redução no número de casos. A ausência de chuvas do período costuma reduzir o número de focos e, consequentemente, o de reproduções e infecções, afirma Anastácio Queiroz, que, no entanto, faz uma ponderação.
“O fato é que, apesar de toda essa redução, nós continuaremos vendo pessoas naquela fase sub-aguda, crônica da doença, que é um porcentual importante e evolui com um sofrimento de mais de seis meses”.
Radar da Zona Norte - Tribuna do Ceará

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