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sexta-feira, 31 de março de 2017

Violência reduz no Ceará, mas ainda preocupa em Fortaleza


A violência recuou no estado do Ceará ao longo do mês de março. Foram 287 pessoas assassinadas em março deste ano. No mesmo período no ano passado, foram registrados 316 crimes.
Já analisando apenas a situação em Fortaleza, o número de homicídios disparou, subiu mais de 20% em março de 2017 no comparativo com o mesmo mês do ano passado. 
O resultado, segundo o secretário da segurança pública André Costa, já era esperado pois as ações da polícia geraram migração do tráfico para outras aéreas o que fez aumentar o número de conflitos e disputas por territórios.
Segundo o advogado e integrante do Conselho Estadual de Segurança Pública Leandro Vasques, as oscilações nos resultados está dentro de uma escala aceitável. Ele aprova a atuação mais ostensiva da Polícia Militar com a participação de comandantes e até do próprio titular da pasta, mas afirma que é preciso cuidar também do sistema penitenciário. “Não dá mais pra se conceber que 90% dos presidiários do Ceará não trabalham nem estudam. É preciso dar uma ocupação pra toda essa gente, dar uma rotina de trabalho e estudo para interromper esse ciclo vicioso”, explica. 
Para o vereador e integrante do Comitê de Segurança Pública da Câmara Municipal Evaldo Costa, é preciso pensar a segurança pública além das operações policiais. "É preciso investir em políticas públicas de verdade. Em escola, em esporte, em cultura... Para dar opções pra toda essa juventude que passa muito tempo sem fazer nada e acaba sendo aliciada pelo tráfico", disse.
Mais que um problema de segurança, a violência é questão cultural de solução muito mais complexa do que se imagina, é o que explica Ricardo Moura, pesquisador do Laboratório de Estudos da Violência (LEV). "Nosso Estado ainda tem uma cultura muito forte de agressividade, de violência... Muitas vezes o diálogo não existe e as questões se resolvem por meio da violência. É preciso mudar essa cultura”, afirmou. 
Radar da Zona Norte - Cnews

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