Até a próxima quinta-feira (30), magistrados vão avaliar a situação dos presos que atendem aos quesitos de saída antecipada com ou sem o uso de tornozeleira eletrônica. O projeto intitulado “Justiça no Cércere” está sendo realizado com detentos do Instituto Penal Professor Olavo Oliveira II (IPPOO II), em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza.
Tem a preferência presos que estão no regime semiaberto ou próximos de cumprir toda a pena. Para o juiz da 3ª vara de execução penal, Cézar Belmino Barbosa, a atitude deve desafogar o sistema carcerário, além de dar oportunidade de ressocialização aos egressos. O IPPOO II tem capacidade para 492 presos, mas atualmente mantém 625 detentos.
Ao todo já foram analisados previamente 500 processos, mas a expectativa é que 150 detentos ganhem a liberdade. Porém, eles serão monitorados através de tornozeleiras eletrônicas. Outro dado tem chamado atenção das autoridades do sistema penal.
De acordo com a secretaria de Justiça do Ceará (Sejus), Socorro França, 30% dos presos que são monitorados conseguem burlar o sistema, danificando o equipamento. Outros voltam a cometer crimes e retornas às unidades. A secretaria explica ainda que para evitar que isso ocorra será realizado também o acompanhamento através de programas sociais.
Para Douglas Ferreira, de 24 anos, era difícil segurar o nervosismo. Preso desde 2013, por assalto, ele aguardava pela audiência com um dos juízes da vara de execução penal, que aconteceu no IPPOO II. Ele espera ficar mais próximo da família caso consiga deixar a unidade.
Radar da Zona Norte - Cnews

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