O novo relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) será conhecido hoje, duas semanas depois da morte do ministro Teori Zavascki em um desastre aéreo.
A previsão inicial da presidente do Supremo, Cármen Lúcia, era realizar o sorteio ontem, no retorno aos trabalhos na Corte.
Mas uma mudança na composição das turmas da Corte adiou a definição. O ministro Edson Fachin, da Primeira Turma, oficializou um pedido para migrar para a Segunda Turma.
Novo relator
Com isso, Fachin engrossa a lista dos que podem se tornar os novos relatores da Lava Jato, composta ainda pelos ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli.
O novo relator será escolhido por um sorteio eletrônico entre os cinco ministros da Segunda Turma, da qual Teori fazia parte.
Cármen Lúcia preferiu aguardar manifestação formal de todos os demais integrantes da Primeira Turma sobre a decisão de Fachin.
Como ele é o novato no colegiado, é também o último a ter prerrogativa para solicitar a transição. Até o início da noite de ontem, dois ministros já haviam comunicado Cármen de que não se opõem à mudança.
Nos bastidores, os quatro integrantes da Primeira Corte já revelaram concordar com a ida de Fachin para o colegiado da Lava Jato.
Teori
Ontem, na primeira sessão do ano, o STF realizou uma sessão de homenagem a Teori. A reverência em plenário ao colega morto foi conduzida pelo decano, Celso de Mello. “O ministro Teori, atingido por um desses golpes terríveis e inesperados do destino (...), despede-se de nós em um momento de graves e profundas inquietações que tanto afetam a vida desse País e comprometem a correção e lisura de nossos processos políticos e administrativos”, disse Celso.
Durante a sessão de homenagem, a toga de Teori esteve colocada em cima da poltrona do ministro no plenário do STF.
Radar da Zona Norte/Agêcia Estado

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