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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

VÍDEO: Capitão Wagner dorme em barraca de camping para pedir liberdade de PMs acusados de chacina


Um vídeo mostra o deputado, acompanhado da esposa e do filho, acordando em uma barraca de camping, em frente ao Batalhão da Polícia Militar.

O deputado estadual Capitão Wagner (PR) se juntou às famílias dos 44 policiais militares presos sob a acusação de participação na Chacina da Messejana. Eles estão acampados como forma de protesto em frente ao 5º Batalhão da Polícia Militar, onde os agentes estão detidos desde o dia 31 de agosto.

Um vídeo que repercute nas redes sociais nesta sexta-feira (25) mostra o político acordando em uma barraca de acampamento, acompanhado de sua esposa Daiane e de seu filho Felipe.

Entre os manifestantes está o vereador eleito em Fortaleza Soldado Noélio (PR), que está acampado no local desde o dia 18 de novembro. De acordo com Noélio, vice-presidente da Associação de Profissionais de Segurança do Ceará (APS), o ato tem o objetivo de alertar a população sobre a acusação injusta dos policiais e pretende juntar 1,5 mil pessoas para sensibilizar as autoridades sobre o caso.

Na segunda-feira (21), o deputado fez uma transmissão ao vivo, direto de seu gabinete na Assembleia Legislativa, em sua página oficial no Facebook, e convidou seus seguidores a se juntarem às pessoas que seguem acampadas em solidariedade aos policiais detidos.

“Além de estar indo lá diariamente, eu queria aqui convidar a todos os amigos para, na quinta-feira, passar a noite com o Noélio lá. Vou acampar na quinta-feira, vou levar minha barraquinha também, vou dormir na praça junto com o Noélio, como já fizeram muitas pessoas”, garantiu Wagner no vídeo publicado em sua página.

Na noite da quinta-feira (24), os manifestantes realizaram um abraço coletivo ao Batalhão, que também é sede do presídio militar na capital.

Para o ex-candidato a prefeito, o Ministério Público e o Judiciário devem olhar com mais atenção os protestos dos amigos e familiares dos agentes.

“Queremos que o MPCE e o Judiciário entendam que esse manifesto não tem a intenção de evitar a prisão de quem realmente tem participação neste episódio. Quem realmente efetivou o crime deve ser punido, mas o grande questionamento que nós fazemos é que existem sim policiais presos sem nenhuma participação nesse delito. Caso algum deles tiver culpa, nós apoiamos que ele merece ser punido, mas não aceitamos inocentes presos”, afirma Wagner.






Radar da Zona Norte/Tribuna no Ceará

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